

Mudanças revelam amadurecimento do projeto de mentorias
A experiência acumulada na UWB com as mentorias após cinco anos de trabalho permitiu que elas adquirissem novo status, principalmente na cidade de São Paulo. Em 2009, esses cursos ministrados por funcionários das empresas tornaram-se um programa contínuo, dividido, anualmente, em duas etapas: no primeiro semestre, os jovens cursam o Investir Vale a Pena (IVP), no segundo, podem optar entre Contabilidade, Inglês e Departamento Pessoal. Os critérios de seleção dos participantes também ficaram mais rigorosos, e os cursos se espalharam pelo interior do estado de São Paulo e por cidades do país.
Criadas em 2003, as mentorias nasceram com o propósito de coordenar a ação dos funcionários das empresas associadas à UWB que se habilitassem a dar aulas para compartilhar seus conhecimentos e contribuir com o desenvolvimento pessoal e profissional de jovens participantes dos projetos sociais apoiados. “Com o amadurecimento das mentorias, hoje, elas se consolidaram como uma proposta de complementação da formação educacional de jovens entre 15 e 23 anos”, conta Paula Crenn Pisaneschi, gerente de Voluntariado da UWB.
Nesse contexto, Paula explica que as mudanças visam ampliar as oportunidades de empregabilidade juvenil. “O IVP é básico para todos, pois proporciona uma visão de futuro e de finanças pessoais; em seguida, o jovem deve optar por um curso mais técnico”, complementa. Com o sucesso da iniciativa em São Paulo, a UWB pretende implementar o programa contínuo nas outras cidades onde existem mentorias.
Rigor na seleção
Outra importante mudança, ao longo de 2009, ocorreu no processo de seleção. A UWB, em parceria com o Conexão, passou a aplicar provas de português e matemática, que compõem a análise do candidato junto de uma ficha de interesse e de entrevista. De acordo com Paula, com critérios mais rigorosos, são aprovados para as mentorias jovens de fato interessados no programa, o que impacta positivamente o desempenho de todos os alunos.
Os resultados das provas de seleção mostraram a defasagem dos jovens nas disciplinas escolares. Isso levou a UWB estimular a relação das ONGs apoiadas com as escolas das comunidades onde atuam. “Também estamos investindo em parcerias para que esses jovens sejam inseridos no mercado do trabalho”, explica a gerente de voluntariado. Algumas das ações são: o cadastro dos jovens no banco de dados do Conexão e a indicação de estudantes para os programas de aprendizagem das empresas associadas, como a PricewaterhouseCoopers (PwC).
Expansão para outros estados
Em 2009, foram realizadas, pela primeira vez, mentorias em Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Porto Alegre (RS) e também em Cotia, município da região metropolitana de São Paulo. Outra comemoração foi o aumento do número de beneficiados em Ribeirão Preto (SP): em 2008, eram 25 alunos e, em 2009, formaram-se 85 jovens.
As mentorias são ministradas também nas cidades de Campinas (SP), Curitiba (PR), Jacareí (SP), Rio de Janeiro (RJ), São José dos Campos (SP), São Paulo (SP) e Sorocaba (SP). O programa começou na capital paulista em 2003, com aulas na sede da PricewaterhouseCoopers, no bairro da Barra Funda.
Em cada localidade, as turmas têm, em média, 25 alunos. O número de voluntários, por município, é de 20 a 30. Mas há boas exceções, como Ribeirão Preto, onde 85 alunos se formaram em IVP, com apoio de 50 voluntários da PricewaterhouseCoopers, do Rotary Club de Ribeirão Preto e da Câmara Americana de Comércio local. “A atuação de voluntários ligados à realidade corporativa permite aproximar os jovens do mundo real das empresas”, ressalta Pedro Adashi, presidente do Rotary de Ribeirão.
Para complementar o crescimento, foi criada uma nova frente em 2009, voltada a crianças e chamada de Mentoria Kids. Ela envolve atividades na faixa etária de 0 a 13 anos e surgiu de uma experiência bem-sucedida com funcionários da Procter & Gamble (leia aqui). A iniciativa com crianças será replicada ao longo de 2010.