

Brasil e rede United Way, segundo o diretor americano Aaron Myers
Após a fala de Arns no Encontro de Lideranças do dia 3 de junho, o diretor da United Way of America, Aaron Myers, traçou um perfil da organização que existe nos Estados Unidos desde 1887. Segundo o executivo, as cerca de 2 mil afiliadas United Way presentes em 45 países arrecadaram, só em 2008, US$ 5,7 bilhões, sendo que a maior parte (US$ 4,2 bilhões) foi conseguida pela organização americana.
Para Myers, ser uma entidade global fortalece a United Way, principalmente em momentos de crise financeira internacional. “Os desafios são comuns em todo o mundo. Fazer parte de uma rede permite que troquemos experiências. Afinal, grandes necessidades pedem soluções globais.” O executivo americano disse, ainda, que nos últimos quatro anos, a UW foi a ONG americana que mais arrecadou recursos e, hoje, é uma das dez marcas mais valiosas do planeta. “A United Way fornece uma oportunidade única para ser parte da solução de problemas”, argumentou.
Em contrapartida, a forma como a organização se estabelece ao redor do globo tem variações. A United Way americana e a brasileira possuem diferenças importantes. Nos EUA, grande parte das doações recebidas vem de pessoas físicas (71,9%), e uma parte menor é proveniente de empresas. No Brasil, esta proporção se inverte. Um destaque da organização brasileira é o voluntariado. “Enquanto nos EUA temos voluntários para ações imediatas, no Brasil vocês conseguem com que o voluntário se dedique por um tempo maior”, comentou, referindo-se às mentorias – programas de capacitação em que funcionários de empresas associadas dão aulas para jovens.