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25/06/2009

Executivos discutem desenvolvimento comunitário em encontro da UWB

A United Way Brasil promoveu, em 3 de junho, na sede do escritório Pinheiro Neto Advogados, em São Paulo (SP), o primeiro Encontro de Lideranças – Pensando o Desenvolvimento Comunitário. Com apoio da Usaid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) e do Grupo +Unidos, o encontro teve o objetivo de discutir o desenvolvimento comunitário, além de apresentar as novas linhas de trabalho da UWB e um pouco de sua história.

Estiveram presentes Jeffery D. Bell, diretor da missão brasileira da Usaid, e cerca de uma centena de representantes de grandes empresas e ONGs, como AES Eletropaulo, Baxter, Cisco, Cummins, Dow, DuPont, IBM, Instituto Wal-Mart, Microsoft, Motorola, Nalco, Pfizer, Procter&Gamble, PricewaterhouseCoopers e Rigesa.

A programação teve início com uma exposição do novo conselheiro da UWB, Rogério Arns. Especialista em desenvolvimento comunitário, ele salientou que, em uma mesma sociedade, há níveis diferentes de desenvolvimento. “O Brasil é cheio de disparidades: enquanto alguns vivem com muito, outros vivem como se estivessem no século 19.” Segundo Arns, para que uma comunidade evolua, mais relevante do que aquilo que se faz, é a maneira como se faz. “Não podemos dar o desenvolvimento para as pessoas. São elas que têm de construí-lo.”

O conselheiro da UWB sustenta que o desenvolvimento social assemelha-se à cultura empresarial. “Dentro de uma companhia, o funcionário tem de estar motivado e ir atrás de novas posições, e não ficar esperando o tempo passar. As políticas sociais públicas e privadas devem seguir esse mesmo pensamento. Para que isso aconteça, os agentes dessas ações devem procurar e reconhecer na comunidade os talentos que queiram, de fato, se beneficiar”, destacou Arns. E exemplificou: “Não basta saber que há 90% de desempregados numa região; precisamos analisar o potencial humano existente ali”.

Mitos e desafios
Quando se fala em desenvolvimento comunitário, é preciso levar em consideração que sempre há obstáculos a serem vencidos para que o investimento social seja bem aplicado e alcance melhor resultado. “O que importa, na verdade, é o grau de complexidade da região, ou seja, qual seu nível de organização e se possui lideranças positivas ou negativas”, disse Arns. Assim, uma comunidade com lideranças negativas, como tráfico de drogas, é de alta complexidade o que torna o trabalho social a ser realizado mais difícil.

Para ultrapassar essas barreiras, o conselheiro acredita que algumas atitudes saudáveis devem ser tomadas. A primeira delas é identificar e fortalecer líderes positivos. Em seguida, deve-se valorizar a história e a cultura da região. “Quando a pessoa se orgulha de sua comunidade, dedica-se a ela.” Ainda dentro deste contexto, é necessário facilitar o acesso ao conhecimento, de forma que as pessoas que serão beneficiadas saibam de ações semelhantes que deram resultado em outros locais. “Mais do que criar coisas novas, precisamos usar o que já temos”, concluiu Rogério Arns.

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