

Três integrantes da equipe técnica da United Way Brasil – Fábio Cornibert, diretor executivo; Patricia Diniz, gerente de comunicação e de relacionamento com empresas; e Paula Crenn Pisaneschi, gerente administrativa e de voluntariado – acabam de participar da 7ª Reunião Regional da América Latina, realizada pela United Way International, na cidade de Medellín, Colômbia, entre os dias 14 e 18 de outubro.
Neste evento anual, funcionários das diversas organizações latino-americanas ligadas a UW se encontram com o objetivo de trocar experiências e de definir estratégias em conjunto. Os três representantes brasileiros participaram de oficinas e palestras sobre a obtenção de recursos e os procedimentos de doações, além de discussões sobre a importante questão do impacto, na sociedade, das ações apoiadas.
Ao lado do Brasil, estiveram presentes 54 representantes das organizações afiliadas à United Way de outros 12 países: Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Jamaica, México, Nicarágua, Peru, Venezuela e Estados Unidos.
Na opinião de Paula Crenn Pisaneschi, um dos ensinamentos trazidos do encontro foi a necessidade de envolver todos os atores da sociedade, ou seja, cidadãos, governo e organizações do Terceiro Setor, para tentar resolver problemas locais. “É esse o diferencial da UW. Ela pode unir todos em torno de um objetivo”, analisa. Para Paula, o trabalho desenvolvido no país-sede da reunião é um exemplo a ser seguido. “Justamente por suas parcerias com o governo, a UW fez a diferença na Colômbia nesses dez anos em que vem atuando lá”.
Outra questão que esteve na pauta da reunião foi a importância de se incentivar a contribuição individual dos funcionários das empresas associadas. Enquanto em muitos países 80% dos recursos angariados pela UW provém desse tipo de doação, no Brasil, acontece o inverso: as empresas arcam com a maior parte dos investimentos. Essa característica abriu à equipe brasileira o desafio de buscar aumentar a base de contribuintes individuais, atraindo mais pessoas físicas para sua causa.
Pioneirismo do Brasil
Instituição com mais de cem anos de história, a United Way foi criada em 1887, nos Estados Unidos, onde é bastante conhecida. Em outros países, entretanto, o reconhecimento da marca nem sempre é o mesmo. A explicação se dá pelo fato de as entidades afiliadas em cada local muitas vezes utilizarem um outro nome ou um outro logotipo, como é o caso da Colômbia (Dividiendo por Colombia) e da Guatemala (Fondo Unido). Para facilitar a identificação da organização em todo o mundo, ficou decidido na reunião que deve haver uma padronização em todo o mundo: os nomes locais podem ser mantidos, mas ganhando a extensão “United Way”.
Nesse quesito, o Brasil saiu na frente, pois sua identidade já está totalmente de acordo com as novas recomendações. Desde agosto de 2008, passou a se chamar United Way Brasil e a adotar o logotipo adequado. A mudança ocorreu quando a equipe brasileira concluiu que usar o nome em inglês facilitaria a associação direta da sociedade, das empresas e funcionários investidores com a United Way americana e, por conseqüência, poderia ampliar os canais de contatos e parcerias. “Explicamos na Colômbia como foi fazer esse processo de mudança e quais foram os benefícios, como, por exemplo, a melhoria da nossa penetração nas empresas”, conta a gerente Patrícia Diniz.
Metas de expansão
O último dia da Reunião Regional foi dedicado a pensar nas ações e no desenvolvimento da United Way nos próximos cinco anos. Cada país apresentou as metas a serem alcançadas até 2013.
Patricia afirma que a filial brasileira espera crescer e aumentar sua representatividade no país. “Vamos ter programas de mais impacto, firmar mais alianças e fazer crescer a base de investidores. Enfim, trabalharemos para que a UWB seja referência para as companhias que atuam no Brasil”, declara. Em 2009, será a vez de o Brasil ser o anfitrião do encontro latino-americano: a 8ª Reunião Regional já está agendada para ocorrer em outubro, na cidade de São Paulo (SP).
Um dos participantes da reunião, Aaron Myers, engagement director da United Way Americana, responsável por criar oportunidades para que os líderes da UW possam ajudar a desenhar e construir um movimento planetário, lançou uma meta ousada para a instituição na próxima década. “A United Way visa a ser a organização sem fins lucrativos mais respeitada no mundo. Durante os próximos dez anos, pretendemos integrar nosso trabalho, fortalecer nossa capacidade, aumentar a participação de voluntários e mobilizar mais recursos. Acreditamos que podemos gerar uma mudança social positiva ainda maior no mundo e construir um futuro de esperança e oportunidades para todos”, declarou.