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1º/09/2008
Brasil destaca-se em encontro global da United Way

Dar unidade à diversidade. Essa foi a missão e o principal desafio dos representantes dos 42 países onde existem United Way no Global Summit 2008, evento bienal realizado em junho último, em Vancouver, no Canadá. A United Way Brasil partilhou experiências, mas também trouxe idéias e, o melhor, certezas.

Durante três dias, nossos representantes – Mark Vogt, presidente do Conselho, e a antropóloga Jaqueline de Camargo, superintendente de projetos – trabalharam duro no Canadá. Mark concentrou-se nas parcerias estratégicas entre os líderes dos diferentes países. Jaqueline cuidou da disseminação das informações dos projetos apoiados no Brasil.

Na visão de Mark, o principal mote do encontro foi o de que o investimento social deve ser um esforço global, unindo empresas, seus empregados e ONGs para viabilizar projetos que têm impacto duradouro nas comunidades. “No dia-a-dia, isso significa que precisamos aproveitar a rede internacional da United Way para atrair para a United Way Brasil as empresas instaladas aqui que já participam da United Way no exterior (na matriz ou em filiais espalhadas pelo mundo). Ao mesmo tempo, é possível transferir tecnologia social e aprendizados diversos – inclusive administrativos – de um país para outro”, explica o executivo. Ele também participou das palestras sobre novas ferramentas de comunicação que devem aproximar os líderes da United Way do mundo inteiro usando recursos online.

Reconhecimento do Brasil
Jaqueline de Camargo apresentou em uma plenária um resumo da linha de trabalho da United Way Brasil, que foi elogiada por representantes de outras nações e, sobretudo, pelos norte-americanos. “Nosso trabalho, embora não seja enorme do ponto de vista de recursos, foi visto como correto do ponto de vista técnico”, comemora.

Um exemplo de oportunidade de ação citada no Canadá foi a Foco (Feira de Oportunidades: Conexões para a Juventude), ocorrida em março de 2008, no bairro paulistano de São Mateus (leia notícia aqui). Inicialmente, a intenção da Feira era mostrar o trabalho de ONGs ligadas à juventude, mas apenas entre as próprias organizações. Com a participação da United Way, o evento ganhou visibilidade estratégica perante as empresas e a comunidade. “De um lado, os funcionários, que são investidores sociais, puderam conferir o resultado do trabalho das ONGs daquela região e avaliar como direcionar os recursos aplicados. De outro, criamos oportunidades reais para empregar os 1500 jovens formados por ano em telemarketing, webdesign, administração de escritório, eletricidade e mecânica automobilística”, conta a antropóloga.

Em termos práticos, a entidade brasileira saiu do Canadá bem avaliada em parâmetros fundamentais de condução do trabalho, tais como impacto comunitário e voluntariado. Ou seja, o trabalho no Brasil está alinhado com o horizonte da United Way International de:

• provocar mudanças autênticas nas comunidades, de modo que sejam perenes e independentes de tutela financeira;
• levar adiante um programa de voluntariado verdadeiramente participativo, com representantes não somente das empresas associadas, mas também as vozes influentes das comunidades afetadas.

Na bagagem de volta, Jaqueline identificou, ainda, um aprendizado importante: “Além das conexões internacionais, precisamos trabalhar para fortalecer as conexões regionais e o trabalho em rede no Terceiro Setor também aqui no país”. Para Mark, ficou um sabor de desafio. “Comparei onde nós estamos com a situação da United Way em outros países e tive de reconhecer que nossa organização ainda é modesta em relação às dimensões do Brasil. A gente deve sonhar em ter a capacidade de melhor servir outras regiões do país.”

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